Descoberta: este tipo de vitamina D é o melhor

Por seforutil.com | Última atualização em 16/03/2026

Foto de cápsulas de óleo

Cientistas identificam qual tipo de vitamina D traz mais benefícios à saúde. Descubra suas vantagens e como incluí-la na alimentação diária.

Visão geral

Uma recente análise de pesquisas revelou que o tipo de vitamina D consumido influencia diretamente seus efeitos no organismo. O estudo comparou a vitamina D3 com a D2 e constatou que a D2 apresenta menor eficácia e, em alguns casos, pode até reduzir os níveis totais de vitamina D no sangue. Neste tópico, especialistas explicam o que essas descobertas representam para a rotina de suplementação.

Garantir níveis adequados de vitamina D é essencial para o bom funcionamento do corpo. Conhecida como a “vitamina do sol”, ela é indispensável para a saúde dos ossos, além de contribuir para o equilíbrio mental e o fortalecimento do sistema imunológico. Pesquisas também indicam que pode ter papel no retardamento do envelhecimento. No entanto, existem duas formas principais dessa vitamina — D2 e D3 — o que pode gerar dúvidas na hora de escolher o suplemento ideal. A boa notícia é que estudos recentes apontam que a D3 é mais eficiente do que a D2.

Essa não é uma constatação inédita, mas agora há um volume maior de evidências que reforça a superioridade da vitamina D3 para a maioria das pessoas que precisam de suplementação, além de possíveis explicações para esse resultado.

Uma revisão de 20 estudos publicada na revista Nutrition Reviews mostrou que a vitamina D2 — também chamada de ergocalciferol, presente em plantas e em alguns alimentos fortificados — reduziu de forma significativa os níveis totais de vitamina D no sangue dos participantes, em comparação com um grupo que não recebeu suplementação. Quando comparadas a pesquisas que demonstram a eficácia da vitamina D3 em elevar esses níveis, as conclusões indicam que a D3 — conhecida como colecalciferol, produzida naturalmente pela pele com a exposição solar e encontrada em alimentos de origem animal, como peixes gordurosos — é a forma mais eficiente de suplementação.

Mas por que a vitamina D2 reduz os níveis séricos? Segundo Diane Lindsay-Adler, MS, RDN, nutricionista e professora assistente de pediatria no New York Medical College, “ela pode interferir no metabolismo da vitamina D₃, diminuindo a quantidade total disponível”. A especialista acrescenta que “estudos recentes sugerem que a ingestão de vitamina D₂ pode reduzir os níveis sanguíneos de vitamina D₃, alterando a forma como ela é metabolizada no fígado”. Ainda assim, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa hipótese.

Como age a vitamina D3

Tanto a D2 quanto a D3 são convertidas em vitamina D ativa no fígado, mas a D3 apresenta “maior biodisponibilidade e potência, resultando em aumentos mais consistentes e duradouros nos níveis séricos”, explica Lindsay-Adler.

Ela complementa: “De forma simplificada, as vitaminas D₂ e D₃ competem pelas mesmas rotas metabólicas, e a D₂ pode inibir a D₃, reduzindo a quantidade total de vitamina D ativa no organismo. Outras análises confirmam esse comportamento — a suplementação com D₂ tende a diminuir os níveis circulantes de D₃, mesmo quando a quantidade total de vitamina D parece adequada.”

Com o acúmulo dessas evidências, alguns especialistas defendem que a vitamina D2 não deve mais ser considerada a melhor opção de suplemento, afirma Leigh Erin Connealy, médica e diretora do Center for New Medicine. “A vitamina D3 é mais potente, tem meia-vida mais longa e se liga de forma mais eficiente às proteínas transportadoras de vitamina D no corpo”, explica. No entanto, pessoas que seguem dietas veganas ou vegetarianas podem preferir a vitamina D2, já que a D3 é de origem animal — embora sua eficácia seja menor.

O que essas descobertas representam para você

Se houver um diagnóstico de deficiência de vitamina D ou uma recomendação médica para o uso de suplementos, é importante conversar com o profissional de saúde sobre o tipo de suplemento utilizado, garantindo que ele seja o mais indicado para a situação específica. Fora desses casos, é possível alcançar níveis adequados de vitamina D por meio de uma alimentação equilibrada e da exposição solar de forma segura, embora seja desafiador atingir a quantidade ideal apenas com um desses fatores isoladamente.

A vitamina D3 pode ser obtida em alimentos como salmão, cavala, sardinha, ovos e produtos fortificados, como leite e cereais. Lindsay-Adler ressalta: “A vitamina D faz parte de um sistema mais amplo — ela trabalha em conjunto com o cálcio, o magnésio e a vitamina K para manter a saúde dos ossos.” Segundo ela, hábitos de vida saudáveis, como exposição moderada ao sol, prática regular de exercícios e alimentação balanceada, continuam sendo fundamentais. Antes de iniciar qualquer suplementação, é essencial buscar orientação médica. O profissional pode solicitar exames de sangue para identificar possíveis deficiências e indicar a dosagem adequada conforme as necessidades do organismo.

Os suplementos alimentares têm como objetivo complementar a dieta, não sendo considerados medicamentos. Eles não servem para tratar, diagnosticar, aliviar, prevenir ou curar doenças. É necessário ter atenção redobrada ao utilizá-los durante a gravidez ou o período de amamentação. Também é importante evitar oferecer suplementos a crianças sem a recomendação de um profissional de saúde.